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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2016

Instrutor de autoescola é condenado a indenizar patrões após assediar alunas

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina condenou um instrutor de uma autoescola a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais aos ex-patrões, por ter uma “conduta moralmente abominável” no ambiente de trabalho. O empregado foi acusado de prejudicar a imagem da empresa e fazê-la perder credibilidade diante de clientes ao abordar alunas com perguntas íntimas e de conotação sexual.

De acordo com as testemunhas, o professor também colocava as mãos nas pernas das moças, atitude que causava intenso constrangimento durante as aulas práticas. Na Justiça, o empregado se defendeu dizendo que foi processado por causa de uma revanche, já que tinha buscado os próprios direitos trabalhistas em outra ação.

O desembargador substituto Saul Steil, relator do caso no TJ, entendeu que todas as acusações foram comprovadas e que a empresa poderia, sim, ter sido acionada judicialmente pelas clientes em virtude do comportamento inapropriado do funcionário.

“O apelante representava a empresa autora perante seus clientes, então certamente o seu comportamento, inapropriado e extremamente reprovável, causou danos morais aos apelados. As clientes atendidas pelo apelante foram por ele assediadas durante as aulas práticas que contrataram com a empresa apelada, de modo que a conduta inadequada do apelante atingiu diretamente a empresa apelada”, destacou o desembargador.

 

Fonte: Extra Online
Foto: Rafaella Barros / Extra/Arquivo